06 janeiro 2012

Balanço da semana...

O balanço desta semana, a primeira do ano 2012, não poderia ser melhor. Quer dizer, até poderia, em algumas coisas, mas noutras foi mesmo do melhor e são essas que interessam.


Foi uma semana intensa, cheia de trabalho, de cansaço, uma correria, mas com coisas muito boas. E estas compensam tudo...   ;)



05 janeiro 2012

Coisas boas

Uma das coisas boas, que tenho a sorte de ter, é ir para o trabalho quando o sol está a nascer, vendo-se uma bola cor-de-laranja muito viva, a sair por detrás dos montes esverdejantes.Depois passar à beira mar e ver as ondas enormes e bravias a esbaterem-se numa praia deserta. Sentir que há friozinho gélido na rua, mas estar no quentinho dentro do carro. E depois passar o dia a receber carinho de pequenos seres em crescimento,  sorridentes e vivaços.


No final do dia o mesmo percurso, continuar a ver um mar que não acalmou e sentir a fase do pôr-do-sol.


Que bom é poder ter dias assim...



03 janeiro 2012

Concordo :)))

Happiness is the secret to all beauty. There is no beauty without happiness.” ― Christian Dior



Estou tão feliz! :D

Voltei hoje para os meus meninos, após uns meses de ausência. Foi tão bom voltar para aqueles meninos traquinas, carinhosos, fofinhos e reguilas. 


Foi tão bom ser recebida entre muitos beijos, abraços e palavras de saudades da minha ausência. Também já tinha tantas saudades dos meus diabretes!!!


Também foi muito bom ter sido recebida com muitos beijos, abraços e palavras de ânimo, por parte de alguns colegas. Mas o sabor mesmo doce foi a genuinidade de gestos e palavras dos meus queridos meninos.


Ano Novo, Vida Nova...




Hoje rejuvenesci...

22 novembro 2011

Para nunca esquecer...

Nunca desistir de nós próprios.



10 novembro 2011

Vou receber um postal de Natal trá la lá lá lá

Vi num blog uma ideia simplesmente genial!!! Como eu adoro receber cartas e postais (mas desde há muito muito tempo que só recebo contas para pagar e outras porcarias) adorei a ideia da "dona" deste blog: Quadripolaridades.


Quem quiser participar é só ir a este link que tem lá tudo muito bem explicadinho.


19 setembro 2011

Acho mal... (ou se calhar tenho é inveja)

 Acabei de receber isto por mail:

"Nuno Gomes - Novo Pensionista!
Aos 34 anos de idade e com 16 anos de empregado do Benfica, Nuno Gomes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 12.905 euros mensais. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva."


E com isto não consigo deixar um mal estar enorme. Se calhar não devia. O senhor teve a sua profissão, empenhou-se, trabalhou enquanto pôde para ter a sua reforma e até nem foi um empregado do Estado. Sei disso tudo e também sei que não está a desrespeitar nenhuma lei. Mas não consigo deixar de sentir o tal mau estar e uma certa revolta, até. Só consigo pensar naquela frase daquela música muito conhecida "que parva que eu sou".

Somos só nós (os trabalhadores do Estado) a pagar a tal coisa denominada de crise??? Acho mal!

Ultimamente só tenho pensado assim: "ai, se eu soubesse o que sei hoje há 20 anos atrás!".

17 setembro 2011

Novamente o início...

Mais uma vez lá chegou mais um início de ano letivo. 
Se há coisa que eu detesto é inícios de anos letivos, ou inícios de aulas a pós as interrupções do Natal e da Páscoa. As mesmas perguntas, as mesmas respostas, as mesmas hipocrisias e cinismos, recheadas de beijinhos falsos...
"Então que tal foram as férias?"
"Ah, foram curtas não é? Pois as minhas também."
"Um bom ano para ti."
Enfim, detesto mesmo estes comportamentos sociais, em que fica bem dar beijinhos e fazer sempre as mesmas perguntas e receber sempre as mesmas respostas. A razão pela qual eu detesto este comportamento, como se fossemos uma manada de animais acéfalos, é porque tenho de o ter com pessoas com as quais não simpatizo e  que sei que também se fartam de me "cortar na casasa" pelas costas e pela frente é esta hipocrisia. Tenho pena, mas a vida ensinou-me a compactuar com este comportamento. Lá tenho de retribuir os sorrisos falsos e os falsos beijinhos. Claro que em contrapartida, gosto deste comportamento com as pessoas de quem gosto na escola...


Mas o melhor deste ano letivo foi mesmo rever os meninos do ano passado (alguns continuam meus alunos) e receber o carinho deles. Estes miúdos são maravilhosos! São mesmo o melhor da escola. E nesta escola temos muita sorte porque não existe o mau comportamento que existe na maior parte das escolas. Aqui os miúdos ainda são, de uma maneira geral, bem comportados e muito carinhosos. São uns fofinhos, adoro-os...

25 julho 2011

Escolas públicas

Afinal das escolas públicas também saem excelentes alunos, que até recebem medalhas e menções honrosas!

 (foto retirada da net)
Parabéns a todos os alunos que foram à Holanda participar nas Olimpíadas Internacionais de Matemática (IMO), mas principalmente aos que receberam medalhas e a menção honrosa.

Ler mais aqui

21 julho 2011

Coisas irritantes


Há várias coisas que me irritam. Uma delas é ver (e infelizmente conviver) pessoas "sem personalidade". Ou seja, elas lá têm a sua personalidade, mas no meu ponto de vista é má. Irritam-me as pessoas que à frente dizem uma coisa e por trás dizem outra, que dizem que sim a outras só por medo ou outra coisa qualquer. Entretanto essas pessoas são constantemente enganadas e ludibriadas por outras mas nunca se atrevem a enfrentá-las ou contrariá-las. 

A coincidência (ou talvez não) é que estas pessoas (as enganadas) são quase sempre (para não dizer sempre) mulheres. Pertencer a uma profissão maioritariamente de mulheres é tramado. Não há dúvida nenhuma que as escolas parecem galinheiros. Cacarejam, cacarejam e não dizem nem fazem nada de jeito (salvo as excepções, que também as conheço). De uma maneira geral (a não ser casos excepcionais) prefiro trabalhar com homens. São, geralmente, muito mais organizados, práticos, pragmáticos e, principalmente, não ligam a "merdinhas" que não interessam a ninguém. (Também conheço aqueles que de homem só têm o corpo, e mesmo assim...)

Detesto as "cenas de gaja"! É que não há pachorra para as aturar! Se estão com o período ficam parvinhas, se não estão ficam parvinhas na mesma...

Reformulações


Com as novas medidas indicadas pelo novo Ministro da Educação (retirada da Área de Projecto e do Estudo Acompanhado), teve de haver reformulações na distribuição de serviço. E claro que a distribuição de serviço aqui da menina ficou ainda pior, bem pior.

Só continua a haver um sapo gigante para engolir e que, como tal, não consegue passar pela garganta. Como é que a única pessoa do quadro de escola, pelo segundo ano consecutivo tem esta distribuição de serviço?

Incógnitas... Incógnitas...

12 julho 2011

Era uma vez...


Era uma vez uma escolinha, muito catita. Era bonita, estava num local bonito, tinha pessoas bonitas, alunos bonitos e era um local de bons ensinamentos e aprendizagens. As boas acções eram recompensadas e as más eram penalizadas. A escolinha era muito organizada e as pessoas trabalhavam muito e davam-se bem, havia um óptimo ambiente naquela escolinha. Os professores do mesmo grupo disciplinar eram muito amigos e trabalhavam muito bem, havia partilha de material e de ideias, inovação e muita honestidade.

Até que um dia (nas histórias há sempre este dia), que por acaso coincidiu com o final do ano lectivo, o grupo desmoronou. Qualquer coisa, que à partida seria incompreensível, fez o grupo de ferro desfazer-se como uma caixa de ovos ao cair no chão. Afinal, algumas pessoas não eram assim tão amigas, nem tão unidas, nem sequer estavam a trabalhar em prol dos alunos e/ou dos colegas. Estavam, simplesmente, a olhar para os seus próprios umbigos. A passar por cima de tudo e de todos, para atingir os fins, sem olhar a meios, completamente sem escrúpulos. Tudo por causa da distribuição de serviço. A graduação profissional já não contava para nada, o estar efectivo na escolinha também não. "Olha que a idade já não é estatuto", dizia alguém (infelizmente, mais tarde verificou-se que tinha razão). O que importava, entretanto, era o bom trabalho desempenhado e, por isso, a merecida distribuição de serviço. E assim foi, no ano lectivo seguinte, a única pessoa efectiva ficou com os "restos" da distribuição de serviço, cheia de cargos a desempenhar, vários níveis lectivos, vários tipos de turmas (todas do ensino regular com NEE e de Currículos Alternativos) e um ano completamente estafante pela frente.

Mas, como a dita professora era uma lutadora, não se deixou ir abaixo, nem quis criar mau ambiente no grupo disciplinar nem à volta disso. Ergueu a cabeça, trabalhou o mais que pôde, ficou exausta, mas cumpriu todas as suas funções dentro do possível. Sempre com esperança. Com esperança de que o ano lectivo seguinte fosse bem melhor.

E esse ano lectivo cansativo, trabalhoso e esgotante chegou ao fim! Ufa! Nova esperança no ano lectivo seguinte! Mas... Surpresa (ou não!)... As pessoas, do grupo disciplinar, continuaram a pensar no seu umbigo... (Surpresa? Naaaaaa)

Conclusão: num grupo disciplinar, do 3º ciclo, onde há 3 pessoas contratadas e 1 efectiva, quem ficou com 20 tempos lectivos de 2º ciclo? A professora efectiva! Vá lá, não se deve queixar, tem 2 tempos lectivos no 3º ciclo (uma turma de Currículos Alternativos). Afinal a escolinha é feia, com pessoas feias e más. Mas com alunos bonitos...

Moral da história:
Há coisas que parecem ficção, mas não são!!! São a pura realidade!

30 junho 2011

Amostra sem valor

Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.

Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.

Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.

António Gedeão

17 maio 2011

Porque a Florbela Espanca sabe tanto acerca de mim...

Sem Remédio
Aqueles que me têm muito amor 
Não sabem o que sinto e o que sou ... 
Não sabem que passou, um dia, a Dor 
À minha porta e, nesse dia, entrou. 

E é desde então que eu sinto este pavor, 
Este frio que anda em mim, e que gelou 
O que de bom me deu Nosso Senhor! 
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!! 

Sinto os passos da Dor, essa cadência 
Que é já tortura infinda, que é demência! 
Que é já vontade doida de gritar! 

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio, 
A mesma angústia funda, sem remédio, 
Andando atrás de mim, sem me largar! 

Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"